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 BII17

BII 17 - RG Nº1

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Batalhão de Infantaria Independente Nº 17

 


 

 Batalhão de Infantaria Independente Nº 17

 Actualmente designado por Regimento de Guarnição Nº1

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ORIGEM E EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA UNIDADE

 O Regimento de Guarnição Nº1 embora sendo uma Unidade de criação recente, cumpre-lhe a enorme responsabilidade de honrar o secular património herdado das suas Unidades antecessoras. A sua existência radica no sentimento e tradição cimentados ao longo de séculos e na heróica e tenaz resistência ao domínio Castelhano desde o longínquo dia 25 de Julho de 1581 em que, no local da “Baía da Salga” as forças portuguesas constituídas na sua maior parte por populares organizados em milícias, comandadas pelo Corregedor CIPRIÃO DE FIGUEIREDO VASCONCELOS, impuseram às tropas Castelhanas uma pesada derrota que manteve a Ilha Terceira como Território Português independente, ainda que apenas durante mais de um ano. Pedro de Merelim, grande cultor das coisas e da história desta terra escreveu uma vez;

“ E PORTUGAL JÁ FOI SÓ AQUI”

O Castelo de S. João Baptista, cuja construção remonta há quatro séculos, está intimamente ligado com a união dinástica ocorrida em 1580 entre Portugal e Espanha e a destroçada resistência ao domínio Espanhol dos seguidores de D. António Prior do Crato em 1583, na Ilha Terceira.

Em 1590 o então Filipe I de Portugal e II de Espanha, ordenou que se construísse a Fortaleza de “San Philipe del Monte Brasil de Isla Tercera”, cujo início teve lugar em 1592, segundo planta de Tiburzio Spannocci (Arquivo de Simancas)

Em 1597 já se encontrava em forma de praça cerrada, prolongando-se no entanto, os trabalhos até à segunda década de seiscentos, tal o empenho de El Rei posto nesta obra, que enviou navios da Biscaia atolados de ferramentas, bem como da Flandres com madeiras, materiais de pólvora, bala, murrão e chumbo.

Decretou ainda aos tribunais que, nas sentenças dos criminosos que merecessem ser lançados a galés lhes comutassem a pena, remetendo-os às obras da Fortaleza de “San Philipe”.

Para a sua localização foi escolhido o Monte Brasil que domina toda a cidade de Angra, protegendo as entradas nas Baias de Angra e do Fanal ao longo de 5Kms de comprimento, constituindo o que se julga ser, a maior fortificação espanhola em todo o Mundo.

A ocupação espanhola da terra portuguesa mantém-se até ao ano de 1640, e nesta ilha até 6 de Março de 1642, após um aturado cerco que durou um ano, culminando com a rendição da guarnição espanhola sob o comando do então Governador D. Álvaro Viveiros. A ocupação da histórica e importante Fortaleza é consumada por ordenanças comandadas pelo Capitão João Bettencourt, nomeado Governador Interino da Fortaleza.

A designação da Fortaleza passa, por alvará de 01 de Abril de 1643, a ser de S. JOÃO BAPTISTA em memória do Rei D. João IV.

Desde então para cá nem um só dia passou sem que nela existisse Guarnição Militar.

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CONDECORAÇÕES

PRÓPRIAS

    Nada a referir

 HERDADAS DO RIAH

    Medalha de Ouro de Serviços Distintos de Guerra

    Dec Lei 34/80 – 29MAI1980.

    D. R. – 1ª Série, nº 124 de 29MAI1980.

    Ordem do Exército nº 5, 1ª Série de 1 de Maio de 1980, pág. 274.

DIA FESTIVO – FACTO COMEMORADO

No dia 25 de Julho de 1581, os Espanhóis fizeram uma tentativa para conquistarem a Ilha Terceira, tendo surgido uma força de 10 navios em frente à Baía da Salga. Inicialmente desembarcaram cerca de 200 homens armados e equipados e que atacaram a reduzida guarnição portuguesa.

Foi dado o alarme, pelos sinos que tocaram a rebate, e a população acorreu ao local do ataque. É nesta altura que surge a figura de BRIANDA PEREIRA, mulher famosa, que armou as mulheres válidas da zona e que combateu valorosamente o invasor. Apesar da coragem destes combatentes, a sorte mostrava-se adversa. É então que FREI PEDRO, uma outra figura célebre, se lembra do gado bravo e pensa em largá-lo no local de combate. A população, sem perda de tempo, tratou de reunir as cabeças de gado e pôr em prática a ideia de Frei Pedro. O resultado foi a expulsão dos invasores, os quais só voltaram dois anos depois, em 1583 sob o comando de D. ÁLVARO DE BAZAN, MARQUÊS DE SANTA CRUZ e terem então conquistado a ilha Terceira.

É portanto baseado neste feito das gentes da ilha, que o Regimento foi buscar a data para festejar o dia de mais alto significado pelo patriotismo, pelo forte querer, pela astúcia, pela garra, numa palavra, pelo portuguesismo revelado que serve como exemplo à Unidade sedeada nesta ilha e que anualmente se revive em cerimónia militar realizada na Baía da Salga, onde se encontra o monumento comemorativo do histórico acontecimento.

PATRONO DO RG1

Por despacho de 17 de Dezembro de 1993 do General CEME, foi considerado como patrono do RG1 o célebre patriota do Séc XVI, de seu nome completo CIPRIÃO DE FIGUEIREDO VASCONCELOS, nascido em Alcochete. Ao seu patriotismo e indomável energia se ficou devendo a resistência oposta pela Ilha Terceira às armas de D. Filipe II, de Espanha. Tendo sido sempre muito dedicado a D. António “Prior do Crato”, que o mandou como corregedor para a Terceira, quando assumiu a autoridade e o título de Rei de Portugal. Quando Filipe II foi proclamado na Ilha de S. Miguel, Ciprião de Figueiredo mantinha com energia o governo de D. António, na Terceira, auxiliado pelos padres Franciscanos e despertando grande entusiasmo nas populações em torno da causa de D. António, inviabilizando os esforços que o monarca Espanhol fazia para se apossar da Ilha, então a única parcela de território Português ainda independente do domínio de Espanha.

Por este facto, procurou Filipe II, por intermédio de D. Pedro Valdez, em 25 Julho de 1585, dominar a Ilha com uma esquadra, donde conseguiu desembarcar forças relativamente importantes, ficando célebre o estratagema de lançar contra elas manadas furiosas de gado, que levaram à desordem entre as tropas, depois completamente rechaçadas pelos açorianos.

Posteriormente, após a ocupação da Ilha, Ciprião de Figueiredo partiu para França em 1601, onde ficou ao serviço de França e aí veio a morrer por ferimentos recebidos em campanha.

Por todos estes factos, Ciprião de Figueiredo é considerado um exemplo de Honra e Lealdade da história Portuguesa.

BRASÃO DE ARMAS RG1

(Despacho Nº33/CEME/98)

 

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Carta de Filipe II ao Governador Ciprião de Figueiredo de Vasconcelos.

“Doutor Cypriam de Figueiredo, eu EI-Rei vos envio saudar, não podendo deixar de crer de vós que cumprireis com obrigação que tendes ao meu serviço e ao bem dessa ilha e a que particularmente vos toca, me parece encomendarvos isto mesmo, que de vós confio que fazendo vós assim como é de crer, não somente vos perdôo as culpas passadas, mas que folgareis fazer mercê pelo serviço que de vós nisto espero para que se escuzem os grandes danos dessa ilha, e dos moradores dela e seu povo; indo sobre ela o apercebimento que tenho mandado fazer de gente, navios, munições; como tudo largamente vos dirá que vos esta minha carta vos dará.”

Em Lisboa a 14 de Outubro de 1581.

Resposta do Governador Ciprião de Figueiredo de Vasconcelos.

“Vi a carta que V. Magestade me mandou por Gaspar Homem, na qual me dizeis, que não podeis deixar de crer de mim, que cumprirei com a obrigação, que tenho a vosso serviço, bem como desta ilha com que particularmente me toca: provera a Deus que tivera V. Magestade lembrança da em que estais aos Reis de Portugal e principalmente ao Sereníssimo Infante D. Luiz que com seus vassalos pessoas sempre em guerras ajudou ao Imperador vosso Pai, porque nem as fizereis contra o reino com El-Rei Antónío, seu filho, ofendendo tanto Deus Nosso Senhor nos estragos honras, vidas, fazendas que causaste no meu, e os Portugueses verdadeiros seus vassalos deixaremos de vos servir como Rei cristão e a quem sempre amou a nação Portuguesa; mas que V. Magestade se esqueceu de tão devida razão, e da sangue pelo muito parentesco que tendes com os Reis de Portugal, nem a V. Magestade lhe cabe que eu sirva como vassalo, nem a mim convém obedecer como súbdito. Esta ilha e moradores são de El-Rei D. António, a quem juraram por seu Rei e natural Senhor; assim pela sucessão do Reino lhe pertencer, e o povo dela o ter eleito; como a Cidade e Câmara de Lisboa isso escrever: as razões e justiça que para isso havia, não posso eu crer que V. Magestade não as tenha muitas vezes passadas pela memória ainda que outras não houvera mais que a eleição do povo, que nesse Reino por muitos actos tem direito de nomear Rei (falando descendentes adquiridos) bastará entrar V. Magestade nele com mão armada, estando em litígio, para ainda que tivéreis muita justiça perderdes todo vosso direito, mas em Deus confio que tudo hade tornar ao estado, que nem V. Magestade por ocupar o alheio perca sua alma, nem o que está por ora uzurpado deixe de vir ao poder de seu dono não me tenha V. Magestade por atrevido: mas julgue-me por desinteressado; prouvera a Deus que os homens tiverão homens livres e pouco ambiciosos em seus conselhos; porque nem El-Rei D. António chegara aos termos que o puzeram tamanhas traições; nem V. Magestade o perigo de perder o céu, e pôr em risco toda a cristandade. Coitado daquele que hade dar conta no final juizo das honras, morte, fazendas de tantos, da liberdade e gosto da vida; porque para quem se perdeu não haverá arrependimento que baste em satisfação, por se lhe acabar o tempo. Se V. Magestade bem cuidar da hora da morte que nos espera, e quantos males dela se nos hão--de representar, e as penas, que pelos que tendes em Portugal feito eternamente haveis de ter e justamente haveis de padecer lembrando-vos tão perto estais de se vos acabar tudo. Ah! Como dareis uma volta tão grande ao passado por que tudo se vos hade então ser presente. Quanto melhor vos for a estar em vosso Reino pacífico, vossos vassalos quietos, amado de todos os Reis Cristãos, e servidor de todos os seus; que o que tendes feito em Portugal: não somente os cristãos, mas todas as nações vos terão intrínseco ódio: cuidai quantos inocentes matastes com o vosso exército: cuidai nas honras das viúvas, e donzelas roubadas e nos gemidos que ante a divina justiça estão pedindo de vós; lembro-vos quantas casadas por adultério forçosas são apostatadas; os templos de Deus que profanaram; as Religiosas que desonraram; a servidão em que pusestes os moradores de Portugal; e finalmente tudo o que nele causastes, que Deus tem tomado à sua conta o tomavo-la com rígurosa justiça: como por um Reino que mais que todos no mundo nobilitou, dando-lhes as suas sagradas chagas, com que nos redimio, por armas que foi sinal e penhor de nunca o desamparar; as cousas que padecem os moradores deste afligido Reino, bastavam para vos desenganar que os que estam for a desse pesado jugo, quereriam ANTES MORRER LIVRES QUE EM PAZ SUJEITOS; nem eu darei aos moradores desta ilha outro conselho; porque não perca minha alma, nem minha honra, que trocarei quantas vidas tivera, e pudera possoir para morrer leal ao meu Rei que jurei; porque morrer bem é viver perpetuamente daqui me vém ter mais conta com preservar até ao fim da vida nesta lealdade que temeu os vossos apercebimentos de gente, navios e munições com que V Magestade na sua me ameaça; porque confiando em Deus que peleja por nós para os navios está o mar, e portes desta ilha aparelhados para as munições as fortalesas e muitos poços para meter toda a gente que nos vier buscar; a que não se perdoa: pelos males que resultam de perdões. Não me ponha V. Magestade culpa, porque jurei a D. António por meu Rei e Senhor, e de defender esta coroa, também fisera o mesmo por vós se vos tivera jurado (posto que não o fizera com tanto gosto) porque basta ser Rei Português; e se a desventura me chegasse a estado que ficasse com vida sujeito, e por fazer o que devo me mandassem matar: perdendo a vida pelo Senhor Rei D. António, então a ganhava, e também não perderia a memória pela minha lealdade nem se perderia a fama de Vossa crueza e sem justiça. Eu não sirvo a El-Rei D. António por interesse (posto que dele se podiam esperar melhores mercês que de nenhum outro Rei): mas sirvo-o com a pureza da minha obrigação de que resulta não me moverem mercês prometidas; que foi o laço em que caiu Portugal porque fora do que devo nenhuma cousa me poderá mover a troco de vender a honra, e a lealdade que não tem preço, nem há nenhum que tanto estimo, lição que a muitos fidalgos esqueceu. Nosso Senhor leve a V. Magestade para o seu Reino, e restitua o de Portugal ao seu amado Rei e Senhor D. António; como seus verdadeiros e leais Portugueses desejamos.

Desta muito nobre e sempre leal cidade de Angra, Ilha 3ª de Jesus Cristo em 13 de Março de 1582.

De Cypriam de Fiqueiredo de Vasconcelos, Governador das ilhas dos Açores.”

Esta divisa foi também, embora mais recentemente, adoptada para a Região Autónoma dos Açores.

DESCRIÇÃO DO ESTANDARTE DO REGIMENTO:

Estandarte quadrado, medindo de altura 74 cm e de largura e 81 cm, contém o Brazão de Armas da nossa Unidade, compostas por: um castelo de oiro iluminado de azul, acompanhado de duas xaras do mesmo em pontas, quatro faixas ondeadas de prata e verde.

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PALÁCIO DO GOVERNADOR

(Construção Filipina Sec XVI)

De construção espanhola, foi durante de três séculos, a residência dos Governadores do Castelo, espanhóis e portugueses, encontrando-se situada na de Armas do Regimento. Nele esteve instalado D. Afonso VI, quando foi deposto em 1669. Tendo aqui permanecido até 1674, data em que embarcou para um novo exílio em Sintra. Posteriormente serviu de sede ao Governo Provisório então criado por ocasião nas lutas liberais chefiadas pelo General Francisco António de Araújo que foi morto a tiro na praça desta Fortaleza em 04 de Abril de 1821 na sequência de um motim organizado por forças partidários da causa absolutista. Presentemente nele se encontram as instalações do Comando do RG1.

Ermida de Santa Catarina de Senna, ou do Espírito Santo

(Construção Espanhola)

Em frente do Palácio dos Governadores, e ainda na Praça de Armas, encontra-se esta Ermida, de construção espanhola, que se destinava ao culto da guarnição. Quando se deu a Restauração e a posterior conquista da fortaleza, foi desocupada, tendo sido substituída pela igreja de S. João Baptista.

Igreja de São João Baptista

(Construção Portuguesa 1642)

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De construção portuguesa, consta ter sido o primeiro monumento construído em Portugal após a Restauração. D. João IV, por alvará de 1 de Abril de 1643, autorizou a sua construção. No entanto, e por razões que se desconhecem, só no século XVIII foi aberta ao culto. No dia 28 de Setembro de 1818 foi destruída por um violento incêndio, voltando a ser aberta, após a sua restauração, em 1 de Dezembro de 1867, para voltar a ser encerrada em 1892, em virtude do culto ser prestado nas igrejas da cidade.

Em 1966, abriu de novo ao culto, quer ao público, quer em cerimónias militares.

Paiol Novo, também conhecido por Casa da Pólvora

(Construído em 1849)

 

Edifício onde esteve exilado o Régulo Gungunhana (1896) 

O Aquartelamento para além das construções referentes aos séculos XVI e XVII, dispõe ainda de infra-estruturas construídas durante o período da II Guerra Mundial destinados à instalação de parques auto e oficinas, e também construções mais modernas, (modelo CANIFA) destinados a alojamentos (Casernas) cozinhas, refeitórios e outras infra-estruturas.

Os extractos sobre o REGIMENTO DE GUARNIÇÃO Nº1, foram  possíveis mercê da cedência  por esta unidade, da sua discrição histórica a quem os gestores deste espaço, dedicado à nossa Companhia de Caçadores 4740 , ficam muito agradecidos.

A discrição histórica na sua totalidade, pode ser pedida ao nosso companheiro Armando Faria, ver contactos.

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