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SOLIDARIEDADE


Este espaço, destina-se a registar a solidariedade dos nossos companheiros

 


SOLIDARIEDADE PARA COM O COMPANHEIRO ABEL RAPOSO

 

 

Mensagem enviada para : Administração e gab. r. p. comunicação do Hospital do Divino  Espírito Santo.

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Entre 1972 e 1974 cumpriu uma comissão na Guiné a Companhia de Caçadores n.º 4740 com origem no BII 17 dos Açores.

Fazia parte dessa unidade o soldado condutor Abel Raposo actualmente internado na UCI desse Hospital, com graves problemas de saúde.

Nada podendo fazer por esse nosso camarada a não ser uma prece a Deus, gostaríamos que transmitisse aos profissionais de saúde desse Hospital que tratam o Raposo o nosso reconhecimento profundo e uma informação: esse doente ventilado, em risco de vida, arriscou-a muitas vezes para nos recolher, há quase 38 anos, na Berliet que conduzia nas matas do sul da Guiné. Façam por ele tudo o que ele fez por nós.

Aceitem a nossa gratidão, A Zêzere, ex-alferes.  


Onda de Solidariedade:

Meus amigos como tive o meu computador avariado e só hoje foi ver as mensagens soube que o Abel está doente e que pedem orações para ele, contem comigo porque ele soube nos acolher enquanto ouve guerra agora é a nossa vez de o fazer se por acaso falar com ele dê-lhe um abraço apertado e de carinho e conforto porque não se sabe quando é a nossa vez estamos todos à espera da hora que deus nos dá um empurrão para esse lado e para si e esposa um abraço apertado do Linhares, 1cabo

Por ti meu amigo e companheiro, manterei uma luz acesa lembrando a esperança, disse Jesus (Jo 8.12-13) “Eu sou a Luz do Mundo….”  (Jo. 16.23-24) “…Em verdade em verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a Meu Pai, em Meu nome, Ele vo-lo dará…”.

Continue-mos a elevar ao Pai, por intermédio de Seu Filho, as nossas preces. Armando Faria ex-furriel

Abel, um Homem, um Amigo, que Deus te ajude. Mário Oliveira ex-furriel mecânico.

Abel, sempre como um grande Amigo, estou rezando por ti, e que Deus te ajude que e te dê forças para regressares a tua casa junto tua família, como ajudastes todos os nossos amigos de Cufar.

 Em Calgary, Alberta no Canada, Eduardo Barros ex-cabo condutor e cantineiro, GOD BLESS YOU.

 

 


NOTÍCIAS DO NETO DO JOSÉ SOARES

 

 

Por informações prestadas pela Senhora D. Carmelo Martins, esposa do cabo António Martins e Tia-Avó do neto do Zé Soares, soubemos que o Menino continua a sua luta pela Vida.

Já foi operado e deverá prosseguir os tratamentos em Nova Iorque numa luta permanente pela sua curtíssima vida, infelizmente cheia de sofrimento.

A CCAÇ 4740 eleva uma prece a Nossa Senhora de Fátima, Aquela cuja imagem o Avô do Menino e os companheiros levaram de Fátima para Cufar para os acompanhar e proteger nas horas difíceis.

Que Nossa Senhora ponha a sua mão sobre o Pequenino. Desse modo ele consegue!

Que cada um, a seu modo, possa pedir por este menino que é do Soares e nosso!

 

                                       11 de Outubro de 2009.

 

 


Aos que têm Fé e, também, aos que a não têm.

 

 

Nestas andanças dos Açorianos da diáspora, aconteceu falar com a Mulher do José Carvalho Soares, soldado do 2º Grupo de Combate, a Lúcia.

Por ela vim a tomar conhecimento de uma notícia linda e outra terrível. Eram Avós recentes de um rapazinho chamado Newton, seu primeiro neto, com seis semanas de idade.

Por aquelas circunstâncias que ninguém sabe explicar e menos ainda compreender, foram brutalizados com a notícia que o menino sofria de doença muito grave.

E a vida daquela gente passou do céu ao sofrimento. Todos os dias lutam pelo seu menino.

Pediu-me a Avó, a Lúcia, que rezasse pelo seu netinho.

Prometi-lhe que faria mais do que isso. Pediria a todos os camaradas do marido que se lembrassem do menino nas suas orações. Aos que têm fé e aos que não têm. Existem muitas formas de rezar mas sentimentos todos têm. Que cada um, humildemente, use a sua forma de rezar. Em nome daquele menino, do Newton.

                           Parede, 19 de Maio de 2009.Ant. Zêzere 

 

 


SOLIDARIEDADE ATÉ AO FIM 

 

 

Há cerca de um mês contámos uma pequena história de solidariedade envolvendo dois companheiros da 4740. O António José Borba, de S. Jorge que necessitando de cuidados médicos em Angra foi sempre acompanhado pelo camarada Manuel Sequeira Pamplona.

Ontem o Pamplona telefonou dando conta que o Borba seria sujeito na 5ª Feira a uma intervenção cirúrgica no Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide.

O acompanhamento passaria para mim e para o Alferes Mafra, hoje Médico num centro de saúde de Sintra.

Hoje de manhã, bem cedo, o Pamplona, ligou:

- Perdemos o nosso Amigo, o Borba faleceu esta noite. Vou-me vestir e vou ter com a Mulher do Borba ao Hospital.

Quis Deus chamar a si no dia 13 de Maio o nosso Amigo Borba.

Que as orações de Fátima cheguem ao nosso Camarada juntamente com as nossas.

Obrigado pelo exemplo de homem bom, Pamplona.

As nossas condolências à Família do José Borba. 

Descansa em Paz, camarada!

                      13 de Maio de 2008.

  2º/3º Grupos de Combate da C. Caç. 4740      

 

 

 


… E A VIDA RENOVA-SE

 

 

Na semana passada a dor e o desgosto atormentaram a nossa comunidade introduzindo perplexidade e angústia.

Felizmente atrás de marés de fel vêm marés de mel para adoçar os espíritos.

Ontem dia 15 de Abril, caía a tarde nos Açores, nascia a primeira neta do nosso camarada e amigo Carlos Félix e da sua Companheira de vida, Filomena.

O Carlos que no mato vi muitas vezes transportando todo o seu equipamento mais a HK 21 do Martins e este pendurado no seu cinturão, não era só grande no tamanho. Também o era na bondade, na camaradagem e na coragem.

À menina que, com um dia de vida, é o mais novo elemento da 4740 desejamos todos as maiores felicidades e que os seus Pais a possam ver crescer Feliz e com as qualidades que fazem dos Avós pessoas de bem.

 CCAÇ4740CUFAR – Abril de 2008   

 

 

 


EXISTEM DORES SEM MEDIDA

 

 

Fomos todos surpreendidos pela morte trágica do Filho do nosso camarada Guilherme.

Na força da vida, dedicado ao desporto, cheio de saúde tinha todas as condições para ser feliz e fazer reflectir essa felicidade nos seus Pais.

O destino trágico e brutal mascarado de acidente de viação rouba-o à Vida e rouba-o aos seus.

Não existem palavras de consolo como não existe dimensão para conter a dor da perda dum Filho.

Só resta dizer aos Pais e à restante Família que muito lamentamos a sua perda e que nestas alturas, lembrando os Pais que muitos já não temos, avaliamos melhor o seu sofrimento ao longo dos dois anos de Guiné.

Que Deus dê a todos, eterno descanso.

Pelos camaradas da C.CAÇ.4740

Armando Faria, ex-furriel miliciano

 

 


….E A HISTÓRIA REPETIU-SE

 

 

Desta vez com outras personagens e outro enquadramento, a história repetiu-se. Um camarada residente na Ilha de S. Jorge teve necessidade de fazer exames cardiológicos e radiológicos no Hospital de Angra do Heroísmo. No aeroporto, a esperá-lo, um amigo de há 36 anos que o não via há 34. Não faziam ideia de quem fossem mas não tiveram qualquer dificuldade no reconhecimento. Afinal a senha era: Leões de Cufar ; a contra-senha: Amigos p’ra Sempre…

Um jantar na casa do anfitrião, a companhia da família deste, o recordar de momentos vividos na Guiné, o desfilar de histórias das ilhas e da vida. Um serão que acabou depois das onze quando o viajante e a sua Mulher foram conduzidos à pensão junto ao Hospital onde tinham lugar marcado para poder cumprir horários dos exames médicos. Sobretudo um serão onde a distracção da conversa e da amizade substituiu a angústia da solidão e o receio da doença.

O companheiro vai ficar internado durante uns dias para exames, mas tendo a pairar sobre ele a sombra tutelar do Amigo que com as suas visitas e telefonemas o tranquiliza. E a sua Mulher só não está alojada em casa do Amigo porque a segurança social custeia a pensão junto ao Hospital donde lhe é mais fácil acompanhar o marido. Por pudor, há tempos atrás, não referimos nomes numa história semelhante. Mas se todos os dias somos confrontados com a miséria humana que as televisões nos servem sem qualquer pudor, porque havemos de tê-lo quando os gestos são nobres? Passa-se na Ilha Terceira, no Hospital de Angra e os protagonistas são o Borba no papel de doente e o Pamplona no papel de amigo aposentado, ambos assessorados pelas respectivas Esposas. Nossos Camaradas. Nossos Amigos. Nossos Irmãos.

Obrigado pelo exemplo.

Abril de 2008.

 

 


QUANDO ENCONTRAMOS O QUE NÃO QUEREMOS…

ALFERES – COMANDO ANTÓNIO JOÃO RODRIGUES LOPES

IN MEMORIUM

ABRIL 2009

 

 

Em 26 de Novembro de 2008 com a ajuda da Embaixada de França, em Lisboa, procurei contactar o Alferes Lopes, comandante do 1º Grupo de Combate e 2º Comandante da CCAÇ 4740 na sua residência em Paris, através duma carta.

  Fazia-me muita confusão que, no reagrupar da 4740, o seu 2º comandante e o único alferes que esteve com a companhia desde o primeiro ao último dia não estivesse presente.

  As campainhas da alma são sempre simples. Num primeiro contacto feito por mim, para os Açores, com um soldado do 1º Grupo de Combate a insistência na procura pelo “meu alferes Lopes” fez-me perceber da importância da omissão que se estava a cometer. Tínhamos de procurar o Lopes. Difícil ou não, tínhamos de encontrar o nosso companheiro.   

  As indicações disponíveis apontavam para uma carreira profissional feita num banco luso-francês, sempre em França.

  Com excepção de um contacto feito pelo Alferes Mafra há muitos anos, em Paris, pairava um denso nevoeiro sobre aquele nosso camarada.

  Sabíamos, pelo Mafra, que o Lopes era Pai de duas meninas e, em bom rigor, mais nada.

  As memórias que tinha do Lopes ficaram expressas na carta aberta que lhe dirigi e esteve exposta no nosso sítio durante cerca de um mês.  Achava o Lopes uma pessoa pouco expansiva, mas corajosa, leal e estimável. Nunca o conheci bem. O tempo e as circunstâncias do contacto que tivemos não permitiram muito. Era um conhecimento com muito pouca intimidade.

  Todavia, por intuição, em situações de aflição, gostava de saber o Lopes do meu lado e perto de mim…       

  A carta foi cumprir o seu fadário e no dia 27 de Março o carteiro fez questão de me entregar, em mão, a carta devolvida depois de quatro meses de ausência.

  Teve a percepção que as notícias eram más e a sensibilidade das pessoas boas…

Não podiam ser piores: “Décédé” (falecido em francês) “Devolver ao remetente”. “Morreu”, sublinhado com dois traços, acrescentou mão diferente, provavelmente, de emigrante português em França.

  Procurei confirmar a notícia junto dos serviços oficiais, designadamente a Conservatória do Registo Civil da Moita e da Direcção de Serviços de Identificação Civil. Em ambas não existia registo do óbito, mas confirmaram o tempo excessivo que estas diligências de transcrição de registos entre Países demoram. E por vezes não são feitas. Basta que ninguém participe nos consulados. Ou perdem-se nos labirintos da burocracia.

  Foi, por isso, tentado obter confirmação da ocorrência junto do Consulado português, em Paris, pelos Serviços de Registos nacionais e pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

  Algum tempo de espera, de esperança misturada com angústia, desejando e temendo as notícias.

  Cumpriu-se a mais inexorável lei da vida: o ANTÓNIO JOÃO RODRIGUES LOPES, natural da Moita, onde nasceu em 19 de Agosto de 1949, ex - Alferes e 2º Comandante da Companhia de Caçadores 4740 faleceu em França para onde a vida o levou, conforme assento integrado n.º 104/2000, registado em Nogent Sur Marne , em 20-02-2000.

  Com todo o respeito apresentamos as nossas condolências à Família que não conhecemos nem sabemos como contactar e aos homens do 1º Grupo de Combate que com ele passaram dois anos intensos e sofridos em Cufar.

Estou a vê-lo, com o eterno sorriso trocista encimado pelo bigode fino, a entrar no refeitório, boina dos comandos orgulhosamente posta, um andar a sugerir uma tendência “à marujo” e as mãos cheias de frascos e tubos com sabores exóticos para camuflar a vianda com cavalas que o Furriel Rato nos dava.

  É essa imagem que quero guardar dele.

  Até sempre Camarada! Que Deus te permita descansar em Paz. 

 

 A. Zêzere, 31 de Março de 2009.   

 

 


SOLIDARIEDADE

 

 

Não há muitos dias um camarada do 2º Grupo de Combate residente na Horta, Faial, precisou de se deslocar ao Hospital de Ponta Delgada para um exame médico. Pouco conhecedor da cidade pediu ajuda a outro camarada do seu grupo residente na Ribeira Grande o qual, mais conhecedor da cidade o foi esperar e acompanhou aos actos médicos a que ia. O que esse camarada não sabia é que aquele que o ajudou resolveu meter na cabeça que lhe custa guiar e vem apresentando outros sintomas de angústia inexplicável que a muitos de nós aflige. Porém como tem uma família a quem transmitiu o seu tamanho e o tamanho do seu coração, um dos filhos guiou o carro e a sua Companheira de vida, a sua Mulher acompanhou o grupo e desenvolta como é ajudou no que foi preciso.

De longe ia-me deliciando com a história simples como os seus interpretes, verdadeira como a amizade que a sustentou, doce como as lagoas “ex- libris” das Ilhas que lhes deu vida.

Senti-me tão envolvido que fiz apelo a uma amizade de cinquenta anos com um médico do Hospital para que recebesse esta “delegação” e a acompanhasse na resolução de alguma dificuldade. Tudo acabou num telefonema às oito da noite nos Açores, dando conta do êxito da diligência. Não sei o tempo que fazia nos Açores, se chovia, se fazia vento e o tamanho das ondas. O que sei é que, naquele fim de tarde, nos nossos corações, a paz era absoluta.

Ao mesmo tempo a milhares de quilómetros, no Canadá, outro camarada do mesmo Grupo vivendo a diáspora, havia sofrido um grave acidente de trabalho que o deixou muito debilitado. A pena era maior por se tratar dum minorca mais pequeno e leve que a arma que tinha distribuída em Cufar. Outro companheiro emigrante na mesma zona tratou de avaliar a situação e tranquilizou-nos com a informação que o camarada vive em casa própria, não tem dificuldades financeiras, está a melhorar de saúde e tem um filho casado há cinco anos que cuida dos Pais e os protege. Não sei o que podíamos fazer se a situação fosse outra. Só sei que não iríamos ficar parados.

Não refiro os nomes destas histórias para não ferir susceptibilidades. Podiam ser uns quaisquer, de qualquer Grupo, porque em todos existe Gente capaz.

 

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Última revisão desta página a  07 de novembro de 2016,